sábado, 3 de outubro de 2009

Estudios Culturales: Juventud y el desafío de la Pedagogía

Estudios Culturales: Juventud y el desafío de la Pedagogía
Henry Giroux
http://www.monografias.com/trabajos29/estudios-culturales-juventud-desafio-pedagogia/estudios-culturales-juventud-desafio-pedagogia.shtml

sábado, 1 de agosto de 2009

O FIM DA GREVE DOS PROFESSORES E A CLASSE MÉDIA PERNAMBUCANA

Gildemarks Costa e Silva

A greve dos professores terminou e, apesar do esforço da categoria em mobilizar a sociedade, parece que, especialmente na classe média pernambucana, o resultado não foi satisfatório. A questão que se coloca é por que a classe média de Pernambuco pouco se importa, aparentemente, com as demandas dos professores das escolas públicas? O descaso com a luta dos professores parece ser levado ao extremo quando um jornalista de um dos principais veículos de comunicação do estado escreve: “povo ingrato, esses professores”.
As condições objetivas para as demandas dos professores são evidentes, basta observar as condições precárias das escolas estaduais, bem como os próprios salários dos professores que, quando comparados aos salários pagos em outras partes do país, são visivelmente baixos (em recente viagem a um congresso em Ribeirão Preto, conversava com um professor de Brasília que me dizia ter por salário R$ 3.500,00; quando comentei que os professores em Pernambuco ainda lutavam pelo piso salarial, ele respondeu: que absurdo! Que horror!). De fato, ser professor não é “bico”, nem complemento de renda, mas profissão que exige salário adequado para que o exercício dela se dê de forma satisfatória.
A questão é saber por que a nossa classe média não fica horrorizada com a situação das escolas pernambucanas, com a situação deplorável do salário dos professores da rede pública estadual? Uma possibilidade de resposta é que a nossa classe média não se identifica com o problema. Ela pensa que o fato de não ter filhos na escola pública implica em não ter nada a ver com a luta por melhoria nas condições de trabalho e de salários dos professores da rede estadual.
É aí que reside o engano de nossa classe média: ela considera que o percurso escolar é, essencialmente, um percurso individual. A nossa classe média considera que poderá ter uma vida decente por, supostamente, ter condições de pagar escolas particulares para seus filhos. Só que as pesquisas mostram claramente que o percurso escolar mais do que um caminho individual é social. Uma sociedade melhor possui indivíduos melhores. Somos em muito aquilo que nosso contexto oferece, essa é uma das lições mais básicas da pedagogia.
Pensar a trajetória escolar como social significa dizer que a sociedade pernambucana só poderá evoluir no seu conjunto. Assim, a existência de um sistema educacional público de qualidade terá repercussões na qualidade de ensino no Estado de Pernambuco como um todo. Na medida em que as escolas públicas se tornam melhores, com melhores condições de trabalho, com profissionais com remuneração adequada, as escolas particulares serão desafiadas a um ensino de melhor qualidade. Na medida em que tivermos alunos de escolas públicas com educação melhor, a sociedade como todo irá colher frutos desse processo e não apenas na qualidade de sua mão de obra, como pensam alguns, mas na qualidade de vida da sociedade pernambucana.
Assim, já está mais do que no momento de percebermos que a luta dos professores das escolas públicas estaduais não é apenas deles. É uma luta da sociedade pernambucana como um todo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Greve dos Professores do Estado de Pernambuco e os alarmantes índices de violência no Estado de Pernambuco

Gildemarks Costa e Silva
Professor UFPE
Doutor Educação (UNICAMP)
Na abertura da I Conferência Estadual de Segurança, o Governador Eduardo Campos foi confrontado com protesto dos professores estaduais que estão em Greve por melhores salários. Curiosamente, o Governo que procura alternativas para a redução dos alarmantes índices de violência do Estado de Pernambuco esquece que a condição de professores com salários deploráveis se constitui em um estímulo ao aluno a não acreditar nas promessas de melhoria social por meio da escola e, em alguns casos, se voltar para "os mundos da criminalidade". Como há controvérsias públicas sobre o valor do salário dos professores em Pernambuco (sindicato/Governo), o melhor é se concentrar no valor que a imprensa divulgou (mês de julho/09) para a contratação de professores temporários, pois isso é um indicador de como o Governo do Estado vê esse profissional. O salário divulgado é de R$ 618,00 para um professor com 150hs/aula. Ora, não precisa ser economista para perceber que viver com tal salário, principalmente se o professor tiver filhos, implicará uma vida com acesso restrito a determinados bens de consumo. Se o professor conseguir alimentar sua família com dignidade com R$ 618,00 já é muito, nem pense em plano de saúde, carro, residência confortável, compra de livros, viagens culturais etc. Pois bem, a existência de um profissional com baixos salários mina a própria crença de que estudar permite acesso a uma vida melhor. Sabe-se que entre as principais motivações para se frequentar a escola está a promessa de que após anos de estudos se consegue uma vida melhor. A escola exige do aluno esforço, disciplina; ela exige isso com o discurso de que tal esforço um dia será recompensado com a melhoria na qualidade de vida; a escola anuncia que um dia o estudo irá permitir bons salários, mudança de classe social etc. Como é que o aluno irá acreditar que um dia será alguém por meio da escola se ele sabe que o professor recebe baixos salários, se o professor usa o mesmo ônibus superlotado, se está na mesma fila do posto de saúde pública, se é um profissional que sequer está em condições de dar vida digna para sua família, mesmo após anos de dedicação aos estudos? Não é à toa, então, que, cada vez mais, jovens pobres se coloquem a questão: "estudar para quê"? Ora, ao não ter uma resposta com sentido para essa questão, é possível que muitos desistam de estudar e, em alguns casos, possam até escolher outros caminhos (como o da criminalidade) que, talvez, tenham (na visão deles) muito mais sentido. Assim, o Governador Eduardo Campos talvez tenha perdido uma boa oportunidade de anunciar na abertura da I Conferência Estadual de Segurança Pública uma alternativa consistente para diminuir os alarmantens índices de violência do Estado de Pernambuco: fazer a instituição escolar ganhar sentido para todos, especialmente para os mais pobres. Para isso, sem dúvida, um primeiro passo é ter um professor com salário digno.

terça-feira, 17 de março de 2009

SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DE UM LAPTOP PARA CADA PROFESSOR

Sobre o programa professor conectado do Governo de Pernambuco, talvez seja ilustrativo retomar Anísio Teixeira (1956).

Escreve o autor:

"(...) Se não podemos fazer o menos, como havemos de tentar o mais? Para restabelecer o domínio deste elementar bom-senso, em momento como o atual, em que a complexidade das mudanças impede e perturba a visão, são necessários estudos cuidados (...)".

Pois bem, será que antes do mais não seria interessante ter o menos: a) existência de professores (sem improvisação); b) existência de escolas (em improvisação); c) equipar escolas com condições básicas (sem improvisação)...

ESCOLAS SEM PROFESSORES

Muito se comenta sobre a existência de estagiários em Escolas municipais e Estaduais em Pernambuco. Pois bem, sobre isso, talvez valesse a pena reler Anísio Teixeira em texto de 1956.

Escreve o autor:
(...)
Não podemos continuar a crescer do modo por que vamos crescendo, porque isto não é crescer, mas dissolver-nos. Precisamos voltar à idéia de há passos e etapas, cronologicamente evitáveis (...). Assim é que não podemos fazer escolas sem professores, seja lá qual for o nível das mesmas, e, muito menos, ante a falta de professores, improvisar, sem recorrer a elementos de um outro meio, escolas para o prepara de tais professores. Depois, não podemos fazes escolas sem livros. E tudo isto estamos fazendo (...).

NÃO-FRONTEIRAS: UNIVERSOS DA EDUCAÇÃO NÃO FORMAL

Para leitura.
http://www.itaucultural.org.br/bcodemidias/000323.pdf

O LIVRO INTERESSANTE SOBRE EXPERIÊNCIAS EDUCATIVAS NÃO-FORMAIS

Segue para leitura:

Educação de saberes, poderes e quereres.

http://www.itaucultural.org.br/bcodemidias/000296.pdf