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Dados divulgados pelo Ministério da Educação revelam que só 166 colégios do Brasil têm índice de avaliação compatível com o de nações desenvolvidas. No Estado, nenhuma unidade atingiu nota 6. Pernambuco é um dos 13 Estados onde nenhuma escola pública obteve Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) igual ao de países desenvolvidos. O Ministério da Educação (MEC) divulgou, ontem, a lista do indicador por estabelecimento de ensino. Apenas 166 colégios de todo o Brasil ultrapassaram essa barreira. O Colégio da Polícia Militar de Pernambuco (1ª a 4ª série), no Recife, e a Escola de Aplicação Professora Ivonita Alves Guerra (5ª a 8ª), em Garanhuns, Agreste, alcançaram 5,4 pontos e têm o melhor conceito no Estado.O MEC tomou como referência a média 6 para o ensino fundamental I (1ª a 4ª série) e 5,5 para o fundamental II (5ª a 8ª). Para chegar aos números, o governo federal baseou-se na média dos países integrantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), levando em conta a participação em avaliações internacionais. A média nacional, no entanto, é de 3,8 e 3,5 no fundamental I e II, respectivamente.Em Pernambuco, só 180 das cerca de 2.400 escolas estaduais e municipais avaliadas tiveram desempenho igual ou acima da média nacional nas duas faixas de ensino. Na capital, 22 dos 418 colégios superaram ou igualaram a média. A mais bem colocada da rede municipal do Recife entre 5ª a 8ª série foi a Professor Aderbal Galvão, no Vasco da Gama, Zona Norte.Segundo a diretora da unidade, Solange de Melo, o reforço escolar semanal é uma das principais ações para que alunos recuperarem conteúdos. “Damos tratamento diferenciado de acordo com o nível do estudante. Uma vez por semana, tiramos o dia para atividades lúdicas, motivando tanto aluno como professor.” A Aderbal Galvão, no entanto, é exceção.Diante do fracasso da maioria dos colégios, a secretária de Educação do Recife, Maria Luiza Alessio, afirmou que está analisando detalhadamente as experiências nas 12 melhores e 12 piores escolas da cidade no Ideb. “Queremos ver a razão do sucesso e do mau resultado. Mas não no aspecto punitivo, e sim buscando soluções”, disse.Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Heleno Araújo, o mau uso do dinheiro público é um dos fatores que agravam a situação. Ele denuncia que, no primeiro quadrimestre deste ano, o Estado investiu apenas 18,9% de sua receita líquida em educação. A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases estipulam 25%. “Isso causa todo o desastre, como falta de professores e estrutura física inadequada.”A secretária-executiva de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco, Aída Monteiro, pondera que as mudanças requerem tempo. “Investimos em formação continuada e especialização dos docentes, melhoria de laboratórios e bibliotecas”, frisou.
Fonte: Jornal do Commercio
Enquanto isso, continuamos com as improvisações. O nosso governador ainda se mostrou surpreso com a greve dos professores do Estado.
Um comentário:
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